Dicas Ranqueamento blogdojhonn

5 tipos de conteúdo que vão bombar no Google em 2017 → (Parte 2)

Na parte 01, nós falamos sobre Skyscraping Posts e Roundup Posts, mas ainda temos mais 3 tipos de conteúdo que vão te ajudar o seu site bombar no Google em 2017.

Master Posts

Sabe a ideia original de Link Building? Aquela de construir densidade e relevância em um site ou blog por meio de – entre outras estratégias – geração de hyperlinks que garantam a possibilidade de acesso mais amplo a vários conteúdos, a partir de um mesmo conteúdo-base, como se fosse um índice de assuntos?
Então, em 2017 essa ideia continuará viva dentro de um conceito de conteúdo chamado Master Post!

O que são os Master Posts?

São posts que condensam em si uma espécie de compilação geral sobre um tema. Alguns produtores de conteúdo têm produzido master posts que introduzem o tema e em seguida apresentam uma lista de tópicos cheia de links para ler mais.

Esses links é que desempenharão o trabalho de facilitar o acesso do visitante a diversos outros posts do blog, ao mesmo tempo em que tem um efeito bem simbólico e impactante: revela o quanto foi produzido a respeito daquele tema ao longo do tempo pelo blog, o que dá uma ideia de autoridade bastante consistente.
E não para por aí, além de aumentar o tempo de exposição do cliente ao seu conteúdo, já que acompanhando aquela lista grande, a tendência é a de ter o interesse em percorrer muitos daqueles hyperlinks, pois sabe que representarão grande aprofundamento sobre o conteúdo de seu interesse.

Por que fazer Master Posts?

Em tempos nos quais o Google leva em consideração elementos como autoridade e relevância para definir ranqueamento de conteúdo, é importante levar em conta os benefícios de Master Posts, pois auxiliarão na construção exatamente desse tipo de densidade de conteúdo, ajudando, inclusive, a “prender” o seu visitante ao post por muito mais tempo, gerando diversos cliques para o seu blog.
Se você incluir vídeos e gráficos no post as possibilidades de engajamento aumentam absurdamente.

Como fazer Master Posts?

Não há grande mistério ou questões estruturais extremamente formais ou definidas.

O que importa são dois aspectos: o primeiro criar uma introdução de grande qualidade e valor. Algo que represente um gancho forte, que leve o leitor a não querer abandonar a leitura.
O segundo elemento essencial para a construção de Master Posts é a lista de links. Deve ser muito bem pesquisada e definida, inclusive com a ordem dos links bem pensada, no sentido de estruturar uma trajetória de assuntos lógica, preservando o interesse de maneira contínua. Respeite também a cronologia dos textos afins, posicionando um link publicado anteriormente à frente de um mais recente.
E então? Está tudo mais claro para fazer diversos Master Posts incríveis? Não perca tempo e aplique essa estratégia de conteúdo, que será uma das grandes apostas de 2017.

Cases

Pessoas são fascinadas por histórias, sobretudo as de sucesso.
Portanto, os especialistas em marketing de conteúdo não poderão deixar de lado, em 2017, um aspecto específico e relevante da criação de conteúdo: os artigos com cases ou estudos de caso.

O que é um artigo de estudo de caso?

Trata-se de um conteúdo que se dedicará a apresentar toda uma história a respeito de determinada marca, negócio, produto ou serviço. A característica desse tipo de material é seu aspecto demonstrativo, mostrando uma situação anterior, uma processo de mudança e uma situação final. Um bom case também pode inspirar pelas informações apresentadas, levando o leitor a perceber que pode resolver o problema também.

O que um bom case apresenta?

O conteúdo deve contar uma história, um relato completo sobre um problema real que um grupo comum enfrenta. Um problema que geralmente apresenta complexidade e, por isso, exige empenho para estudá-lo, analisá-lo, identificar os pontos que precisam de solução, criar teorias e argumentos com lógica a respeito desses e, ao final, propor as soluções e expor os resultados concretos das ações.
Em geral, esse tipo de artigo tem um efeito muito positivo sobre a audiência, pois mostra para as pessoas que grandes desafios, ou cenários praticamente negativos podem sempre ser superados. Isso inspira e promove o raciocínio e visão críticos, bem como o poder de argumentação dos leitores para vender sua solução internamente e repertório de opções no dia a dia da condução dos negócios.

Como produzir um Case?

Como todo tipo de conteúdo, o artigo que retrate um case tem uma estrutura a ser seguida/obedecida, para gerar o efeito pretendido: identificação e conexão com o leitor, para que possa levar aqueles exemplos para sua própria experiência. Então, a seguir apresentaremos os pontos-chave para um bom artigo de case.

Estrutura ideal de um case:

Apresentação

Comece com um panorama geral do problema a ser enfrentado.
Qual o objetivo inicial? Qual o problema que precisava ser enfrentado? Há um ponto central majoritário, ou vários pequenos elementos a serem superados?
Uma dica: aqui é interessante se aproximar ao máximo possível da voz de qualquer que seja o objeto do case.

Então, citações diretas – com aspas – e recortes de entrevistas feitas com o objeto do case enriquecerão o conteúdo, dando um aspecto mais personalizado e construindo a identificação.
Números e dados são um extra muito bem-vindo, pois dão mais credibilidade ao conteúdo, mostrando a dimensão real do desafio enfrentado.

1. O objeto de estudo

Conte a história e defina seu protagonista – a marca, a pessoa, o negócio, a ideia. Quem é/são? Qual a área de atuação? Um pouco da história e como se chegou até o momento do case.
Este tipo de etapa do conteúdo ajuda o leitor a entender melhor o contexto no qual se dá a investigação sobre o case. É de fundamental importância para o conteúdo ficar completo.

2. A jornada para descoberta do problema

Neste momento, o conteúdo precisa apresentar a história em si, ou seja, todo o processo que levou ao ponto de crise, ou de decisão, e que precisaria de ação para transformar o panorama da marca / empresa / pessoa em foco.

3. A descoberta do problema

Este é ponto essencial desse tipo de conteúdo: a revelação do que era, de fato, o problema – a dor – que é o objeto do case.
A linguagem escolhida será de suma importância para dar o peso e a densidade necessários à correta apreensão do que representa essa dificuldade.

4. A solução

A parte final do case é onde se apresenta a solução encontrada. É importante começar a apontar o que poderia ser feito para causar a mudança e atingir os objetivos para aquele caso específico. A essa apresentação se segue a descrição sobre a implementação da solução, pois o conteúdo precisa ajudar de forma prática o leitor.
Se surgiram dificuldades no caminho, a narrativa do conteúdo fica mais envolvente e até mesmo “dramática”.

5. Os resultados

Não existe Case sem números!
Como foram resolvidos os problemas, de fato? Essa é a pergunta que precisa de resposta no case.
Números e dados novamente serão as estrelas – até como efeito de comparação com o começo do estudo. Nada de ser generalista, pois passará uma ideia de imprecisão e o relato perderá credibilidade.

Seguindo esta estrutura básica é possível demonstrar conhecimento, competência e criar credibilidade para a solução oferecida.
O que acha de construir estudos de caso para divulgar seu negócio, o de clientes e outras histórias marcantes de sucesso?
Será um dos pontos altos em 2017!

Data-Driven Content

Data-Driven Content– ou “Conteúdo Orientado por Dados”, em livre tradução – é o nosso quinto tipo de conteúdo para bombar em 2017.

Sempre se falou muito a respeito da possibilidade de mensuração dentro do ambiente online e, por isso, como é realmente importante haver coleta de dados relevantes. O grande desafio tem sido o de transformar tantos dados e métricas em inteligência de mercado, de forma a impulsionar o negócio concretamente.

A relevância de Data-Driven Content Para se ter uma ideia do valor de se utilizar dados para desenvolver conteúdo direcionado e criar ações baseadas em resultados concretos, veja estes dois dados a seguir.

Sabe qual o cargo mais cobiçado da rede social voltada para profissionais LinkedIn? É Data-Science Specialist, ou Especialista em Ciência de Dados.

Vivemos na época da informação. Nunca se coletou tantos dados, se pesquisou e se produziu tanto conteúdo quanto hoje. Segundo levantamento de Gartner e IDC, em 2020 teremos 50 vezes mais conteúdo em comparação ao existente hoje. Será o equivalentes a 40 trilhões de gigabytes.

Ao mesmo tempo, com a efervescência de conceitos como Big Data e Internet das Coisas, todos os comportamentos passarão a
ser medidos e surgirão novos métodos para analisar o comportamento do consumidor.
O fato é que só com os dados que já temos hoje é possível fazer muita coisa boa!

O foco do Data-Driven Content

O conteúdo orientado a dados tem uma prioridade absoluta: o foco no consumidor. Afinal, os dados coletados precisam ter um objetivo. Não poderia ser outro que não a venda final, ou, em última análise, o engajamento do consumidor.
Nesse contexto é preciso que se pense em pessoas e não em usuários ou simples visitantes. O foco é sempre um cliente fiel e engajado.

Por que investir em Data-Driven Content 

Basicamente, por conta de três letrinhas: ROI. Isso mesmo, com controle total sobre os dados e uma possibilidade de leitura aprofundada desses, o retorno sobre seu investimento será absolutamente vantajoso.

Como construir Data-Driven Content eficiente:

1. Utilize boas ferramentas para a entender sua audiência 

O destaque são as ferramentas relacionadas à Automação de Marketing, Analytics e plataformas de análise de dados. Utilizando ferramentas de Automação é possível analisar quais conteúdos atraem mais leads no Topo do Funil, no Meio do Funil e quais despertam interesse e levam ao Fundo do Funil, o momento mais próximo à conversão em si.

As ferramentas de Analytics permitem entender por quais páginas os usuários chegam ao site, em quais delas ficam mais tempo, quais ações são desencadeadas por cada página (como o download de um e-book, o cadastro de um e-mail ou a inscrição em um Webinário) e quais são as páginas onde há maior atrito: aquelas das quais o usuário não sai, mas que
não geram conversões.

Já as plataformas de análise de dados, como o SEMRush, permitem entender para quais palavras-chave os concorrentes estão rankeados, quais palavras estão sendo compradas no Google AdWords e quais páginas levam mais tráfego para seus sites. Entendendo o comportamento dos sites concorrentes é possível criar novo conteúdo baseado nos dados obtidos no seu estudo.

2. Crie conteúdo derivado dos dados obtidos

Este talvez seja o passo central na estratégia Data-Driven Content. Com as pesquisas sobre o público e suas informações, você planeja o conteúdo voltado para a audiência e suas diversas segmentações.

Entenda qual conteúdo é relevante em cada fase do funil, quais são as dúvidas mais comuns dos clientes, quais materiais despertam mais interesse e desenhe uma Jornada do Consumidor cada vez mais precisa e detalhada.

3. Não deixe que Big Data roube sua criatividade

Por outro lado, se você perseguir de forma obsessiva os dados para escrever conteúdo apenas focado nesse aspecto, você perderá a noção do elemento humano, o que atrapalhará seus resultados, pois as pessoas são movidas à base de emoção e curiosidade.
Use os dados coletados e organizados para aprender sobre o cliente, mas não deixe que esse aprendizado fique restrito somente aos dados, entenda quais as emoções envolvidas no processo de compra e faça seu conteúdo dar suporte e segurança ao cliente.

4. Pense sempre sobre onde o conteúdo será publicado

Antes de sentar para criar aquele conteúdo épico, pense: para quem estou escrevendo e como posso ajudar essa pessoa a progredir na sua jornada com segurança?
A partir dessa entendimento sobre os dados coletados você poderá executar a atividade com muito mais propriedade, usando o melhor de cada dado coletado e direcionamento o formato do conteúdo conforme a necessidade de cada persona.

5. Jamais publique sem pensar em métricas e teste constantemente

Para retroalimentar seu aprendizado, defina quais métricas servirão para medir o sucesso do seu conteúdo antes de publicá-lo. Gerar visualizações, compartilhamentos, novos leads?
Sempre deve haver um olhar especial para como cada conteúdo deverá alimentar seus dados sobre os clientes potenciais. Só assim o Data-Driven Content cumprirá seu objetivo.

Sobre o Autor

Este artigo foi produzido pela Nova Escola de Marketing em cooperação com a SEMRush, sob supervisão de Rafael Rez.
Autor do livro “Marketing de Conteúdo: A Moeda do Século XXI”, publicado pela DVS Editora.
Possui MBA em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em 2013.
Fundador da consultoria de marketing digital Web Estratégica, já atendeu mais de 1.000
clientes em 20 anos de carreira. Co-fundador da startup GoMarketing.cloud.
Além de Empreendedor e Consultor, é Professor em diversas instituições: HSM Educação,
ILADEC, Cambury, Febracorp, ESAMC,ALFA, ESPM, INSPER.

5 tipos de conteúdo que vão bombar no Google em 2017 → (Parte 2)
5 (100%) 1 vote

Sobre o autor | Website